O Corinthians analisa a possibilidade de antecipar até 30% das receitas previstas para 2027, utilizando um mecanismo previsto no próprio estatuto do clube. A medida é estudada pela diretoria como alternativa para gerar fluxo de caixa e garantir o cumprimento de obrigações financeiras nos próximos meses.
A necessidade da medida está diretamente ligada às dificuldades enfrentadas pelo clube no mercado de transferências. Com três transfer bans ativos — dois impostos pela Fifa e um pela CBF —, o Corinthians enfrenta restrições que dificultam a venda de atletas nesta janela, o que pressiona ainda mais o caixa. Além disso, o clube acumula um mês de atraso nos direitos de imagem dos jogadores e pendências referentes a férias e premiações.
O cenário financeiro do Corinthians segue delicado. O Recebível de Cessão de Espaço (RCE) do clube atingiu R$ 237,4 milhões, mesmo após o pagamento de R$ 16,4 milhões ao longo de cinco parcelas. Para 2026, a receita projetada, desconsiderando vendas de jogadores, é de R$ 806 milhões. O percentual exato que poderá ser antecipado do orçamento de 2027 ainda depende de definições internas, já que o departamento financeiro ainda não apresentou o planejamento do próximo exercício.